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Branca de Neve – Crítica

Walt Disney Studios, quase 100 anos atrás revolucionou o cinema com seu primeiro longa metragem em animação, Branca de Neve e os Sete Anões. De lá pra cá, o cinema revisitou o conto por diversas vezes, algumas espetaculares, outras nem tanto. Agora cabe a Marc Webb reviver a magia do longa original em uma versão live-action.   

Almejando atualizar a narrativa clássica, mas sempre mantendo o encanto do material original, a produção introduz novos elementos e visões, tudo para alcançar um público mais contemporâneo.

A trama expande tanto a animação clássica quanto o conto original dos Irmãos Grimm, centrando-se em Branca de Neve (Rachel Zegler), uma jovem princesa que perde a mãe ainda na infância, vítima de uma doença, e vive sob a tutela tirana de sua madrasta, a Rainha Má (Gal Gadot), que após o misterioso desaparecimento do Rei, assume o controle do reino. Mergulhando o que já foi uma terra de prosperidade em um regime de medo e opressão. Obcecada por sua própria beleza, a Rainha se sente ameaçada quando Branca de Neve, segundo o espelho mágico, se torna a mais bela de todas. Agora determinada a eliminar a enteada, Branca de Neve busca encontrar refúgio em uma cabana no meio da floresta encantada, habitada por sete anões, que se tornam seus aliados na luta para recuperar o reino e enfrentar a vilã.

Muito distante do que qualquer crítica mais ansiosa poderia cravar, a performance de Rachel Zegler é sim o grande destaque e o maior acerto do longa. A atriz equilibra ingenuidade e coragem com bastante autenticidade. Seus vocais impressionam e seguram a atenção em momentos chave do filme. A todo tempo, Zegler se mostra à altura do desafio de dar vida a uma personagem tão icônica. Dona de uma interpretação emocional a atriz cativa com facilidade o público.

A direção de Marc Webb e o texto de Erin Cressida Wilson, acerta na construção imagética de profundo contraste entre protagonista e antagonista. Enquanto a Rainha Má tem suas obsessões por controle a confinando em ambientes escuros e mais fechados, Branca de Neve surge em cenários cada vez mais abertos que explodem em cores cada vez mais vividas a medida em que a personagem se encontra e aceita seu lugar naquele mundo.

Mas se por um lado, Zegler brilha no papel da protagonista, Gal Gadot, apesar de um notório esforço, interpreta uma Rainha Má extremamente caricatural. Uma das maiores vilãs da Disney, merecia uma interpretação visceral, mas termina recebe um ensaio simplista e sem impacto.

A tentativa de modernizar certos aspectos da história é louvável, mas por vezes termina mal executada, criando barrigas na história, além de reduzir boa parte da profundidade dos anões, fazendo deles algo muito mais próximo de alívios cômicos em vez de personagens com arcos a serem explorados.

No acender das luzes, Branca de Neve termina com mais pontos positivos do que negativos. Entretém na mesma medida em que revive uma certa magia do clássico. Mas que não escapa da tal formula Disney, que deixa todas as produções com um tom meio pasteurizado. Uma releitura respeitável de uma icônica animação.  

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